Recados de amor VI
(Víctor Lemes)
Ora, meu amor... quantas são as noites sem luar quando aos meus ouvidos não alcança a tua voz. E me pego, por entre os braços, por entre os dedos, seja num breve abraço comigo mesmo, seja num voo livre. Aceitar que tu nunca existira é o mesmo que me jogar às profundezas do mais fundo dos oceanos, pois tu o sabes: não sei nadar. Meu amor, não tenhas medo. Não sinta a paúra correr feito lágrimas, atravessar teus cílios, morrer em teu queixo. Há quem te ame, mesmo de longe, mesmo assim deste meu jeito: meio sem jeito. Ora, cigana... por onde andas? Quanto mais leio Quintana, mais me apaixono por ti, que não me engana.





1 comentários:
Nossa! Que lindo! *-*
Já ouviu Cigana no Oswaldo Montenegro? Bonitinha ela. :)
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