sábado, 8 de janeiro de 2011
Recados de amor IX

(Víctor Lemes)

Meu amor, deixa-me fazê-la uma pergunta: por quê? Veja, eu que não sou nada, não tenho nada... o máximo que lhe trago são lembranças, letras borradas em cartas bobas, uma melodia sussurrada em seu ouvido, uma poesia com rimas em todos os versos... Como eu, este nada vagante, estou junto a ti, meu amor... Tu que és tudo, és tudo que me rodeia, todo teu corpo belo, teus olhos claros, teus cabelos bronze, tua atenção, teu afeto.. Como ainda estás comigo, este andarilho perdido nas estrelas e nas naves? Este poeta não poeta, este corpo mole que se move sem músculos... Por favor, me diga, quero ouvir de tua boca, quero ouvir o que te resta a mim, quero ouvir tua voz... Diga-me o que faz de mim o homem mais feliz do mundo, diga-me com todas as letras, com todas as notas... Diga-me, pois eu já sei o que dirás, mas mesmo assim, este meu coração vaidoso só aceita se fores pronunciado por ti. Ah, se achares ridículo este recado, donzela, deixaste minh'alma mais alegre ainda!

1 comentários:

Carol disse...

Que lindo recado!
Nossa grande nada você é! ><'
Todos podiam ser nada como você.
:p

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