(Víctor Lemes)
A cada dia que passa, e a cada passo meu, sinto-me mais completo, meu Amor. E não penses tu que escrevo-te bobagens, não penses que trazes-me qualquer mal por detrás de um 'bem'. Esqueça os pólos, meu Amor. Aprendi a esquecer as diferenças, as distâncias, entre nós. Amo-te como amo as estrelas que um dia Olavo abraçou... e não arrependo-me, tampouco reclamo ao Pintor dos Céus as tintas que me pintaste, pois sou grato, eternamente grato por todas as cores que me deste: verde, rosa, e azul... Ah, o azul! Outro dia, um de meus pupilos contou-me que, na verdade, o céu não é azul: "é só a luz das estrelas que atravessam nossa atmosfera, e então tudo fica azul; na verdade o céu não tem cor." Talvez isto sirva de desculpa para quem ainda não te conheceu, não achas Amor? O que dizer então do azul que descansa em meu dedo médio? Será apenas a refração das constelações do teu olhar? Não sei, não sei... Só sei que não sais de mim mais. Jamais.





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