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Soneto Cinco

(Víctor Lemes) Tengo la impresión de que Ni en sueños te encontraré Porque tuve no uno, pero dos De ellos, y te buscaba en ambos Todavía, no estabas allí. No estabas disponible para mí. De coche había viajado Cerca de seis horas para verte. Y aún, ni tuya voz pudo oír. Después de tentar llamarte En el móvil, de la ciudad salí. Cuando me desperté hoy No estaba triste, pero feliz: Pues és en la realidad que te vi.

O que não pude lhe dar

(Víctor Lemes) Vou te contar um segredo: Quanto mais surpresas você receber Mais certeza você tem de que é amada Por quem lhe faz essas surpresas. É por isso que Deus age no silêncio. Ja reparou nisso? Por isso, não há necessidade De se preocupar com a vida. O que vier é lucro! Como dizem por aí... Inclusive a dor. O que chover na sua vida Aceite o presente dos céus, Pedi que Ele lhe desse.

Soneto Quatro

(Víctor Lemes) Mira, no tengo sueño Ni tampoco puedo dormir. Aún no me he dado cuenta Que el sueño que deseo tanto No és una cosa, pero sí Una persona, una criatura Que poseé un corazón Y una voz muy bonita Mis oídos sólo quieren Escucharla; y mi alma Desea no la incomodar Con mis sueños tan abstractos, Con mis versos tan sinceros, O con mís sorpresas.

Soneto Tres

(Víctor Lemes)  Creo que sea natural tener dudas, Recibir el amor de alguien extraño És como tener el amor de Cristo, Como si fuera un amor divino. Y yo no soy un ángel, sólo un hombre. Un hombre sólo también, sin coma. Dicen que el tiempo y el espacio son Dos cosas distintas, pero para mí no. El señor tiempo-espacio no me ayuda, Me obliga a esperarlo llegar con el futuro, Mientras yo quiero, solamente, ser tu presente. Y desafía mi paciencia, por no tenerla al lado. Sin embargo, él olvida que al amarte No estoy, no más existo... Soy tú.

Soneto Dos

(Víctor Lemes) ¿Quién eres tú, amada? En el silencio de una sonrisa Te has entrado en mi corazón Y has hecho demasiado daño. Destruyó todas las paredes, Instalóse en mi cabeza Como una memoria dulce Que traigo conmigo para siempre. No me importa más Quien eres tú, doña de la luna, Tienes un espacio eterno aquí. No te preocupes con eso, Fui creado para este fin: seguirte Donde vayas como la sombra de un eclipse.

Bom dia

(Víctor Lemes) Corro o risco de errar O termo nestes versos Apressados que escrevo Antes de me deitar Mas, creio que sejam As diferentes escalas De sua voz, de sua intonação, Que rio e sorrio vezes inúmeras Meu rosto regozija-se Do seu afeto que, espero, O universo pra sempre me cobre Da sua piada mais simples, Ainda assim brota da sua voz linda Minha gana de explodir-me Feito fogos de artifício.

Soneto à metade

(Víctor Lemes) Naquele olhar castanho Ela se guarda E eu aqui de fora Anseio dela só um abraço. Ela chega, e sorri Se encosta no batente Da porta da amizade Mas na porta não bate. E eu fico ali Esperando a minha vez, De beijá-la a face. E eu fico assim A escrever sonetos a quem Só pediu metade de mim.

Kismet

(Víctor Lemes) Um mundo onde Nunca existi, Por um instante Ela me sorri. Em minha meditação Não estou no mundo, Ela vive no coração De um sujeito oculto. Ao fechar meus olhos, Parto do mundo, Sou inexistente. A não-existência Faz de mim parte Da sua consciência.

Soneto à Pequenina

(Víctor Lemes) Ah! Mas que saudade de ti, Amada! Por onde andas Este teu coração que acompanhas Minh'alma? Amo-te! Sinto a formigar toda parte Do corpo, quando assim distante Ainda me encontro... Minha amada, te quero tanto! Anseio ver-te a cada noite, Quão escura esta seja, Não me importa. As palavras que escreves São a voz da cigarra, Que à minha porta toca.

O gato

(Víctor Lemes) Fui desperto por alguém Que não pertence a este plano, E pelo horário, três e vinte da manhã, Sei que foi algum anjo. Acabei de sonhar contigo, Com o você de talvez outro lugar, Que também lê tudo que lhe dedico E deixa seus comentários. Meus textos que aqui escrevo, Que "aqui", neste plano, o lugar Que agora escrevo Serve de aconchego para o você De outro lugar, que parece me amar E me ter com o mesmo apreço *** Que eu tenho pelo você Deste aqui no qual me encontro. E que este instante perdure Dentro do meu peito... Pois, é tão belo e tão reconfortante Saber que me ama igualmente, Senão aqui, em outro lugar, No distante Universo do amar. Terei eu a chance, De um dia, lhe ensinar A ler minhas vírgulas? Serei eu alguma vez, Como aquele gato Que tanto amas?

Soneto ao meu Reflexo

"Ai que saudade d'ocê" (Zeca Baleiro) (Víctor Lemes) Se todos os meus amores São o reflexo de quem sou, Você, Clarice, é a mais bela Entre todos eles. Escrever agora é fácil, É pensar por escrito O que levo comigo por dentro, É celebrar meu espelho. Inexoravelmente, Clarice Que é como eu, minha Gente há de se revelar a você. Você é meu instante, Clarice. Não te quero tampouco desejo-lhe Como um troféu na minha estante.

The octopus

(Víctor Lemes) Beneath the ground, It lies deep in the dense waters; It has been there, lost, since last Evening. The octopus I admire. Such an octopus, it may be ordinary For the rest of everybody. Though, I ain't everybody As it knows. What makes this octopus unique, You wonder. I may state the Obvious truth of it. For eight is the number of its Tentacles. For eight is the years We are apart; yet, so close.

The Promise

(Víctor Lemes) The promise is broken; In the middle of the woods The clear sky still cries Its tears through the leaves. There shall be no heaven to me For I forget though not forgive. Whether love may not be Entirely within thee, Upon thy errand Before you I stand Unwavering. The sorrow is here By the nightstand Of my king.

Barco de Papel

(Víctor Lemes) Sou a dobradura Numa folha qualquer, Na minha mesa há fartura Para você, se quiser. Dos carinhos todos Eu sou o cafuné, Não sou de apontar dedos Muito menos de ficar no pé. Te espero dobrar-me Em dois, juntar minhas Pontas, e lançar-me ao ar Feito avião; ou fazer-me barco E deixar'me à deriva do teu mar, Eu tripulante, você capitã.

Lifetime

(Víctor Lemes) For a lifetime We shall share The same beds And the very same towels. When we open our eyes, For the time has arrived, We shall see what has always Been before and within ourselves. The longer will be our days, Perhaps there we shan't be two no more; Yet, I'll be around you. For fear of losing you On the tides of the endless ocean I'll be waiting for you by the shore... Will you let me be A promise so you can keep me?

Um sussurro

(Víctor Lemes) A poesia está no ar, Só quem tem ouvidos que ouça Consegue ouvir sua voz Lhe sussurrar... O segredo é estar, Simplesmente estar... E toda a rima e todo o ritmo Flui como o vento... O Infinito conspira a nosso favor, E deixa seu legado em diversos formatos: Minhas palavras; meus versos... O Amor eterniza seu desejo, E lhe permite realizá-lo quando quiser: Até quando o Tempo já não mais houver...

Espera por mim

(Víctor Lemes) Pai, por que fazes isso comigo? Quando acho que finalmente Estava em paz, o senhor traz Esse coçar em meus dedos... Por que caçoas de mim? Imagino-te rindo aí em cima, Ao me ver nessa situação Que mexe com o coração. Por que Ele me testa tanto, Mestre? Esta noite, entretanto, Só me resta fazer uma prece: Que eu vá antes, se assim for De sua vontade que alguém vá; Não me importo de esperá-la chegar.

Soneto, voltei

(Víctor Lemes) Há muito tempo eu perdi a confiança Nas palavras que tentava escrever, Não enxergava mais a beleza De se deixar apenas viver. Mas hoje percebo o quão cego estive; Sou poeta, sou o que escrevo, Sou movido a música, sou meu próprio talento, Sei o que quero, sei o que me fortalece. Escrever para mim é como ouvir música: Não requer muito esforço, apenas amor. Ao escrever, me rejuvenesço... Já escrevi para muitas pessoas mas nunca Para mim mesmo, pois tudo que vejo nelas É o que faz de mim seus espelhos...

Amor e Liberdade, sinônimos perfeitos

(Víctor Lemes) Um dia de chuva forte, Daqueles que o céu se enche de nuvens negras, E pode-se ver o clarão dos raios ao longe, E de repente se ouve o trovão. Foi num dia assim, que enfim, Dos céus desceram feito relâmpagos, Aqueles que nos guiaram até ali, Estenderam suas mãos a nós, os anjos e querubins. E de suas nuvens brotaram brancas luzes, O vento me ajudara a embarcar Naquele algodão-doce gigante. Nos disseram que o dia havia chegado, Que nosso novo lar já estava preparado Para nos receber; erro meu, preocupei-me... * O mais alto deles, com olhar sereno E cheios de ternura, me sorriu um sorriso Bondoso, daqueles que traduzem mil palavras Em apenas um segundo. Me leve até lá, por favor - disse, sem dizer. Não parava de fitar-me os olhos, Respondeu-me, sem pronunciar palavras, Já chegamos; mais nada a fazer nós podemos... Estava no quintal de casa, A ler um livro, talvez de Saramago, Da nuvem saltei ao solo, como num pouso livre. Estendi min...

Instrumento apenas

(Víctor Lemes) A poesia é a impressão do momento, É o sussurro do Pai em seu ouvido, É o que não expresso de imediato E o que às vezes penso. Julgar o porquê da poesia Ter sido ou não escrita, Anula o que dela se cria: A criação simples e pura. Dito inúmeras vezes Por outros que por mim Já passaram: Não me pertences O que escrevo; enfim, Nada é em vão.