(Víctor Lemes) Bem vinda ao meu Universo Assim eu lhe diria Ao encaminhá-la através Dos batentes Sem portas que há No meu interior. Isto é, Se um dia você Quisesse, né? Este é meu Universo: Um infinito de instantes Onde cada fração de segundo É e se torna importante. Há nele o não-tempo E o não-nada, Há tão-somente e por enquanto O caminho que te levaria Ao meu ser de dentro. Vê, não me preocupo Em não ter-lhe nos braços, Lhe levo em cada décima e terceira Letra do meu alfabeto, E se não bastar isso Na lua a quem tanto escrevo sobre Também lhe tenho ali: Em conjunto. Este é o meu Universo, Seja bem vinda, Eu lhe direi.
(Víctor Lemes) O desejo de tê-la Creio ser irremediável. Tenho sonhos de olhos Abertos e fechados. Sinto as minhas mãos Com afeto tocar seu rosto, Enquanto se envergonha toda E deixa seu sangue acumular Em seu rosto branco. Reclama como em flerte Que não herdara o verde Dos olhos de sua família, Mas assim foi, talvez, Por alegria minha Pois, me atrai mais Quem os olhos castanhos possui. Seu olhar me seduziu sem que fosse Intenção sua; e eu continuo aqui Procurando-o entre os astros, Próximo à Lua.
Quanta beleza e poesia em teus versos Víctor. :)
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