quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O que move o amor

(Víctor Lemes)



Alguém que só serve de refém
Daquela que nunca senti,
Ou daquele sentimento tolo, de criança que sou,
De querer Amor de alguém
E seguir até o fim.

Alguém que serve de testemunha
Por ser observado toda a noite,
Imitam estrelas, vermelha e estática,
Estacionada à frente da varanda.
A ansiedade invade, lá se vai as unhas.

Alguém que aguarda quieto,
Que faz das lágrimas secas
O refúgio da felicidade.
É lá que brotam das folhas e tronco
Os sorrisos e risadas ao olhar o teto.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Capital letters

(Víctor Lemes)


Forgive me father for my eyes have sinned.
I have been dreaming so high, father.
I made myself a pair of wings,
And tried to fly upon these letters.
Eventually, I found out I were nothing compared
To the wind.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sonnet no. 1

(Víctor Lemes)

I'm not living when you're gone
You ain't dreaming while tearing apart.
Tiny pieces of you I cannot find
Seem like dust of old homes.

I'm not lying when you're away
You're filled with sorrow within.
The hidden cracks over thy soul
Seem like stunned of pain.

While we're walking down
On this earth, angels on
Spaceships fly over our heads.

While I'm sleeping on bed,
On this Earth, I feel how happy
I could be if I were able to fly.

domingo, 31 de janeiro de 2010

目(me)

(Víctor Lemes)

Ter o que já não tive, nem ontem, nem
Hoje, ver você vestida de ternura nesse breu.

As árvores que se retiram ao ver-te passar;
Mais sinceros, os girassóis que lhe seguem
Até mesmo quando já é noite e o Sol já foi
Repousar, eles sabem da bondade que,

Ao teu olhar, reluz como negro diamante.
Nocturne

(Víctor Lemes)

E aqui dentro ou lá fora,
Guardo em mim o sonho
Que se apaga, a cada dia,
Cada hora, de dois ser um só.
E passam as noites com pressa,
Caminham com passos largos
Pelas ruas das estrelas,
Que talvez só brilham por seu canto.
 E dessa maneira, estas estrelas
Se apagam a cada piscar seu,
Já que tens o presente de ter
As noites em cada olhar.
E tudo de novo, o novo se repete.
Sem me dizer pra onde eu devo seguir,
Sem rumo e sem pudor, me joga
Nas ruas dos olhares e me deixa
Na saudade de quem sou.