O mesmo olhar

(Víctor Lemes)



Que saudade daquelas manhãs de domingo,
Naquele tempo em que o brasileiro
Tinha orgulho de sê-lo todos os dias
E não só de quatro em quatro anos...

Ah, que gosto bom dessa parte da vida,
Que hoje me traz lágrimas de alegria
Misturada com frustração, pois sei que
Dias iguais não há de ter mais por aqui...

Bê, se pudesse reviver aquelas manhãs
Daria tudo que tenho hoje pra estar lá,
Torcendo a cada volta, berrando seu nome
A cada reta, erguer bem no alto nossa bandeira...

E poder sair de casa feliz, na segunda-feira,
Sabendo que dali duas semanas
Nosso meio-irmão, meio-parente, nosso amigo
Estaria lá pra nos receber e nos reconhecer...

Eternamente, que seja eterna sua presença
Em nossa mente... e coração...
Pois, almas assim não existirão...
Daqui de baixo, do meu Brasil: viva, Senna!

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SOBRE O AUTOR

Víctor Lemes, idealizador e administrador do blog, geminiano nascido em 1989, em São Bernardo do Campo. Formado em Letras (UniAnchieta/Jundiaí - 2009), e pós-graduado em Especialização em Língua Inglesa (UniAnchieta/Jundiaí - 2011), trabalha como coordenador pedagógico e professor de inglês na escola de idiomas CNA, localizado em Louveira, cidade em que mora desde 2002.

2 comentários:

  1. Homenagem e tanto essa, Victor.
    E o Senna merece todas elas, ainda mais com belas palavras como as suas.

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  2. Linda homenagem...
    Realmente parece que somos brasileiros agora só de quatro em quatro anos. Triste!
    Bjs
    Mila Lopes

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