Do Sol

(Víctor Lemes)


No momento que o Sol
Se repartiu ao meio,
Pude ver o rosto tolo meu,
Como um bobo estático
Parado, atrapalhando o movimento
Da rua movimentada.

E na redundância da vida de muita gente,
Chega eu, o poeta reluzente, para
Trazer ao povo o Amor ausente
De um calor aparente.
Enquanto essa gente sem dente,
Sorri nas fotografias sem cor.
Eu sou a poesia.

Ela, minha tinta.
Meus dias são muitas páginas
Rabiscadas...

Sou uma lapiseira, que não é nada
Sem grafite.

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SOBRE O AUTOR

Víctor Lemes, idealizador e administrador do blog, geminiano nascido em 1989, em São Bernardo do Campo. Formado em Letras (UniAnchieta/Jundiaí - 2009), e pós-graduado em Especialização em Língua Inglesa (UniAnchieta/Jundiaí - 2011), trabalha como coordenador pedagógico e professor de inglês na escola de idiomas CNA, localizado em Louveira, cidade em que mora desde 2002.

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