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Ficar no mesmo

(Víctor Lemes) Minhas palavras metidas Nestes versos um dia Lhe mostraram o quanto Eu te amava. Agora preciso que aceite O que já não mais existe Neste universo. Às noites sou uma estação De rádio; imóvel e à espera De receber algo que alcance Minha frequência. E, com certa frequência, você (De agora ou outros lugares) Tem me sintonizado. Chegou a vez sua De criar a oportunidade una, Chegou a vez de criar Da sua realidade a próxima. Sem perceber que eu o fazia Dei vida àquele seu sonho De outro dia, No qual lhe escrevia Um poema de adeus.

A Volta

(Víctor Lemes) Debruçado à janela se encontra Meu reflexo, a observar os passos Que deixei na estrada de terra Em frente à sua morada Parti sem ter olhado uma vez sequer Para os pedregulhos do chão Isto foi o que menti para o coração Mas, na verdade, meu medo fez-me vacilar E, por vezes, fiz dos meus erros Falsos acertos, esperando que alguns anjos Disfarçados de pedaços de vidros coloridos Viesse ao meu socorro, afinal, Ouvi suas badaladas como um sinal Me convidando a passar a noite Na catedral, e por lá sentir O quão distante escolhi do meu eu ficar Dormia na frente das tabernas Que após ter me deixado naquela janela Não ousei mais entrar E escrevia em pedaços de papéis velhos Como se quisesse manter-me no passado De quando eu era feliz Anos se passaram nessa solitude Caminhando sem alguma direção aparente Fui parar numa estação de trens Que vem e vão Como um pêndulo me senti diante deles E sem querer embarquei num dos vagões Mesmo sem saber qu...

Parapoesia

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(Víctor Lemes) Vivo num paradoxo constante, Sou um paraplégico para as coisas deste mundo Que consiste em sistema de paradigmas Que apenas servem para nos parar, de fato... Estou numa luta constante, Quanto mais sei, mais do mundo Me torno distante. Dizia um provérbio antigo Proferido pela boca do meu Mestre Que dizia: "quanto mais sábio, mais solitário." Estou sentado numa cadeira de rodas, A segurar um estojo de uma câmera fotográfica, E sorrio para mim, ao lado da cabeceira da minha cama. Todos os dias, ele está sorrindo para mim. Ele deve me achar engraçado, Como ele queria que eu fosse. Talvez ele ria de mim de felicidade, Por quem ele conseguiu que me tornasse. Vivo num planeta que uma banda cantou, E às vezes parece que só eu e o vento sabemos disso, E me pergunto na solidão por debaixo das cobertas do escuro Quando o vento partir de mim, Ele ainda vai estar sorrindo Ao lado da cabeceira de minha cama?

Trecho solto

Fecho os olhos quando penso em ti Para que nenhuma parte de ti se disperses.. (Víctor Lemes)

Porque she pode

(Víctor Lemes) She tem um monte De dúvidas sobre sua life, Os other people, Essas stuff do mundo. Enquanto ela smile, Lá deep no fundo, Sei que as answers de tudo Hão de vir no correct momento. E so, tão delighted quanto I Viverá em soon, tão outside De everyone: Inside her coração.

Para Isa

(Víctor Lemes) Ela lê por entre linhas E descobre quão Personagem se torna Em cada uma delas. Ela diz que não sabe Não ser tímida, Aposto eu que Ao ler uma vida A timidez é que tímida Desaparece! Então, no fim da página, Ao descansar a cabeça Imaginada, num travesseiro Feito de magia, Isabella dorme, Feito ponto-e-vírgula.

Os caminhos

(Víctor Lemes) Cruzam os caminhos nossos Por entre ruas e estrelas, De aqui e de outrora Pois, quis mais perder-me Em tuas direções. Minh' alma inteira deseja A completude; Minha vida inteira anseia A existência, Enquanto os outros Rogam por Entendimento, Amor, Esperança, Luz... Hei de ser a totalidade tua Para que eu seja, Além da lágrima, Uns passos até a infinita lua.